
quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mais uma noite paulistana, mais uma noite de quarta-feira. É a imersão cotidiana: a quarta-feira, na exata metade da semana, muito embora nem por isso seja ela equilibrada. Os ânimos se acirram, os amores fervilham, os homens e mulheres comuns pegam seus metrôs e ônibus e desejam nada mais nada menos, que vislumbrar o portão tão esperado do lar. A noite é fria, garoenta e paulistana, e os habitantes do Leste Velho seguem rumo ao pretenso aconchego, aos esposos e esposas, namorados e namoradas, mães, pais, amigos, enfim, aonde sintam-se confortáveis de companhia. Desconfio que seja este o motivo pela qual todos entreolham-se no ônibus acuados e desconfiados, outros são mais imponentes e encaram sem temor; alguns simplesmente escondem-se no seu pensamento. Porque o pensamento é o melhor esconderijo do mundo lá fora.
Um samba toca e fala de amor; de briga, de grosseria, de coração partido, entristecido. O último ônibus passa pela praça. O sino da velha igreja toca. Lá fora o frio que parte rumo a outro lugar. Portas de correr fechadas e pichadas. No ônibus um casal briga, ele fitando-a com olhos de ira, ela esquivando-se e rindo, como se o outro disesse uma besteira enorme. Pessoas olham mas não se metem; em mulher e relação dos outros não se mete o bico. Mendigos acendem com custo uma fogueira por debaixo do viaduto. Policiais dormem sem o menor rodeio no plantão. Loucos a vagar pelas ruas mal-iluminadas. Amores perdidos. Trajetos há muito conhecidos. Ar de decadência no ar gelado. Noite. Assombrações a tirar sarro de quem a teme. Vendo e compro jóias. Amarração para o amor. Punks atiram garrafas vazias contra o cemitério. Buracos no asfalto. Nada de flores. Damas-da-noite a perfumar o fim de mais um dia. O casal agora democratiza sorrisos; não mais brigam. Um beijo estalado no ar. O samba agora fala de reconciliação, perdão, sexo disfarçado em poesia. Vira-latas. O apito de um trem de carga, abafado pela distância. Os sonhos se regeneram. Amanhã é quinta, dia de mais amor e labuta.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Isso é extraordinário.
Depois de um ano e vinte e quatro dias, volto a marcar território por aqui, como um cachorro vadio que foge e um dia volta a seu dono. Muitas coisas ocorreram no mundo (e no meu mundo) nesse meio tempo, mas o que importa é o hoje pra frente. Obviamente, o homem que não conhece sua própria história carece de recursos para construir o seu futuro, mas prefiro nem comentar alguns dos fatos ocorridos nesse mais de um ano distante. Prefiro também não rotular o blogue de alguma maneira nova, mas que continue assim, numa balança entre poesia e mundano, erudito e profano.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Breakestra - Hit The Floor

Este pessoal de Los Angeles toca um Funk bem pesado com batidas bem próximas da velhíssima escola do Hip-Hop. Recomendo pra quem gosta e quem não gosta de Funk (o bom e velho).
Baixe aqui:
Breakestra (Hit The Floor) - Rapidshare
Naná Vasconcelos - Minha Lôa
"O samba é canção de guerra,não foi feito só pra brincar
Pra ser feliz,
Inda não dá
enquanto um negro,
um só negro só,
Chorar (...)"
Voz Nagô
O maior achado dos últimos tempos para mim é Naná Vasconcelos. Em seu repertório pode-se achar um pouco de forró, maracatu (rural e de baque virado), côco, ciranda, samba, choro e uma pitada de música eletrônica, que não compromete em nada qualquer sonoridade orgânica. E ainda é o maior tocador de berimbau de Pernambuco, quiçá do Nordeste, transcedendo sua sonoridade.
Para quem quiser baixar, aqui está:
Naná Vasconcelos (Minha Lôa) - Rapidshare
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Baião, Xote, Amor
Primeiro vem um pouco de baião. Os dois corpos apaixonados suam, se divertem, ensaiam passos, desejam-se no fundo descalços. A noite é mágica, escura, acentuada de mistérios inocentes e meias-luzes, as paredes carregam energia dos dançarinos, a cerveja a hora do descanso, da conversa, da amizade, do amor, do riso sem motivo, os assuntos os mais variados possíveis, os dois interessam-se por qualquer palavra expressa entre eles.A noite é finita, mas em verdade poderia não qualquer noite, mas esta em especial nunca acabar, fazer-se travessa frente ao dia, bater no peito e dizer: "A Lua veio e quer ficar!". Astro dos poetas e dos enamorados, Lua dos sertões, das zabumbas, da mínima distância entre dois corpos, do suor misturado e compartilhado, Lua, dos vestidos que a fazem linda, radiante, como se o dia não precisasse mesmo chegar, afinal, ela dançando o forró junto do amor é o próprio dia, então a Lua há de ficar satisfeita, astro nosso, Lua crescente, abrindo um clarão no meio da noite só para simplesmente dizer que o Universo inteiro sorri para o casal dançante, para iluminar e faiscar de fachos o triângulo nas mãos do músico, para a zabumba marcar passos, ritmos, instrumento metafórico das batidas fortes dos dois corações, para a sanfona ecoar letras e juras de amor, para mandar a saudade pra lá, ó, bem longe, longe da vista da Lua, das estrelas, da noite maravilhosa, para os amantes de toda uma vida continuarem olhando firme olhos a olhos e pisarem, distraídos, nas estrelas gravadas no chão por um telhado furado qualquer. A resposta para uma noite finita é um amor infinito, uma dança dos corações felizmente interminável, para um xote economizar falas dos dois apaixonados e dizer um a outro o quanto a chama é forte, intensa, viva, brindes de copos tilintando e simbolizando o quanto o amor é maior que qualquer distância deste Universo e de outros, se existirem. O forró dançado bem juntinho justamente para ilustrar isso.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Trampos!
domingo, 27 de julho de 2008
Empinando sonhos

A pipa lá no alto tem um quê de sonho
Pois há uma tênue linha, de costura ou destino
Entre parar e marchar - à frente, ao céu.
Há também na pipa uma tal de saudade
Ela distante, sujeita a todo tipo de ventos e brisas
Ainda assim, há uma linha que nos une.
A pipa carrega também uma criança
Sem peso, interior, agora livre, agora risonha
Cores mil, pulula por vezes sem controle
Que saudade tenho da criança no meu sonho
Que sonho tem a criança na sua saudade!
Que criança não tem saudade num sonho?
E toda vez que a pipa empinar
A criança sonhadora saudade terá.
A diferença é que existe uma linha.
A puxar, a unir, a mandar a saudade pra lá, bem longe
No azul distante.
Diálogo

"Códigos do Caos" - Xilogravura - 2.006

"Exu Laroiê! Saravá Sua Banda!"
Tinta têmpera-guache s/ papel
paraná - 2.007
...........................................................................................................................

Pris:
Conrado!
És querido!!
Esta achei a cara da arte que faz..
Eu
Augusto dos Anjos
E o índio, adstrito à étnica escória, tendo o horror no rosto impresso,
recebeu o achincalhe do progresso,
anulando-o da crítica da História!
De repente, acordando da desgraça,
viu toda a podridão de tua raça na tumba de Iracema!...
Ah! Tudo, como um lúgubre ciclone, exercia sobre ele ação funesta.
Desde o desbravamento da floresta
à ultrajante invenção do telefone!
Conrado:
Muito boa Pris...
Ainda que não só o indígena, mas também o negro e sua cultura...
Não nego a cultura do homem branco, tem sim muitos aspectos ricos. A questão é igualar a esta cultura também as culturas dos oprimidos de nossa nação...um resgate, uma apropriação de modo a valorizá-las...ainda que eu não faça questão de deixar isso aparente, porque muitas pessoas não gostam de tanto conceito sócio-político-cultural em cima de um trampo artístico...

Pris:
Isso é, mas sinceramente, quanto à cultura do homem branco não concordo muito, com relação ao Brasil, até porque a existência da história foi toda esculpida pelas mãos dos negros, sem luva..., tenho certeza que a conversa aqui seria infinita se prolongássemos o assunto.Quanto à arte, a cara mesmo Conrado, é provocar saca, porque ela não está 100% em olhar o que se é agradável, em minha opinião a expressão que você expõe, remete a muita coisa, pode não haver intenção, mas existe uma riqueza grandiosa ao olhar, talvez o ‘outro’ não o perceba, porque é preciso ter sensibilidade o bastante para enxergar isso. O importante é fazer o que realmente gosta, quando se pode fazer, independente do que pensam. Reponde-me uma questão se sentir à vontade é claro, que me deixou em dúvida, até porque prefiro saber a resposta antes de criar conceitos: Você se importa mesmo como as pessoas vêem sua arte e faz só o que agrada os olhos?/Sem culpas quanto à pergunta e o mesmo digo com a resposta.
Satisfações em compartilhar idéia
Conrado:
Pris...
Como artista que sou, não posso deixar de pensar o lado estético da obra, pensar sobre sua composição, sobre seus elementos plásticos, et cetera..
Mas a tendência é a seguinte: artista não pode encher uma obra com cargas conceituais muito grandes...penso que isso a limitaria...
Minha ideologia ninguém tira de mim, mas nem sempre é bom sobrecarregar a arte com tais motivos...se eu seguisse 100% de minha ideologia na arte, eu seguiria uma escola do tipo Realismo Socialista...mas sem dúvida concordo que a arte deve provocar, deve ser crítica, não deve ter como parâmetro a própria arte.......isso seria o suicídio da arte e também o seu afastamento da vida. Portanto, penso que a arte pode e deve ser crítica, mas nem toda obra que um artista produz, sob a pena de tornar-se panfletária...
É preciso criticar sim, mas com inteligência...ainda assim, te mando no scrap um exemplo bem concreto de arte com caráter mais panfletário...que eu fiz..
Bjão..!

"Alvorecer da Revolução" - Plasticogravura - 2.006
sábado, 5 de julho de 2008
Meu Melhor Samba
Às vezes me afogo nestes loiros cabelosLouros de vitória que me levam a segredos
Doce semblante, num instante
Percebi
Que sou doce viajante,
Agora não-pensante
Quando miro olhares
A ti
Minha arte surge do centro
da cidade, São João e Ipiranga
Minha arte surge do medo da altura
Da vertigem e da tontura
Que causas não o edifício a tu
Mas tu a mim
Percebeste?
Fim de semana no parque,
intervenção urbana à tarde,
samba que o coração arde,
professora que me ensina toda a arte
Arte de amar
Sem este samba a todos generalizar
digo que já possui um destino
O meu fabuloso destino,
Aquele em cujos loiros cabelos
Costumo me afogar
Não ligo para aqueles apelos
que dizem para parar
para mim,
mais ninguém existirá
neste mundo inteiro
para amar
Só a ti, meu melhor samba
Dediquei.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Interessante
Às vezes me pego olhando o céu sozinho, frio enregelando o que não se cobre do meu corpo, árvores com olhos - morcegos, araras e maritacas - e nuvens disputando uma espécie de corrida lá no firmamento. É minha hora do blues. A gaita faz muito bem nesta hora.
Sempre ando pelas conduções da cidade de São Paulo e, inevitavelmente, meu olho a tudo apreende. Todos os tipos humanos, sociais, carangas velhas e luxuosos sedans desfilam pelas ruas esburacadas e calçadas mais ainda. Para tantos contrastes, um belo jazz que vai do grave ao agudo em milésimos de segundo me satisfaz. Para uma trilha sonora do caos, saxofone, trompete, piano, trombone e além.
Quase sempre é a batida que me leva ao firmamento e faz o raciocínio transpirar e quebrar. É o ritmo e poesia, em inglês rythm and poetry, ou rap, que treina a rapidez da articulação de palavras, mexe o cerebelo e ainda por cima fala um pouquinho de filosofia e sociedade. E é um dos elementos da cultura Hip-Hop, que confidencio: não vai mudar o mundo inteiro, mas muda a forma como vemos o mundo. Ferramenta, não salvação. Hip-Hop não é Jesus Cristo, nem Buda, nem Abraão, nem faz milagres, mas acredito nele piamente.
Às vezes também o dia é ensolarado, ou nem isso, mas entro nas ondas do ska, do rocksteady e do reggae. Se o blues me leva ao firmamento, se o jazz me faz olhar para os lados e se o rap força-me a olhar para a frente, são as batidas de natalidade jamaicana que me fazem ver além, como uma quarta dimensão. Principalmente na música da Lança Flamejante, ou Burning Spear, ou outros homens e mulheres que resistem no Terceiro Mundo.
Quando o dia tá mais pra ginga, um balancinho, uma fala por vezes maliciosa e um amor (in) compreendido, o dia tá pra samba. E o samba é engraçado por que é, ao mesmo tempo, um ensinamento que vem de cima e vem debaixo também. De cima do morro e debaixo dessa porra de sociedade, mas pra mim tá valendo, e nem faço questão de pensar nisso. O importante é que poesia não se joga fora, tando doente do pé ou não. Malandragem dá um tempo.
Sempre ando pelas conduções da cidade de São Paulo e, inevitavelmente, meu olho a tudo apreende. Todos os tipos humanos, sociais, carangas velhas e luxuosos sedans desfilam pelas ruas esburacadas e calçadas mais ainda. Para tantos contrastes, um belo jazz que vai do grave ao agudo em milésimos de segundo me satisfaz. Para uma trilha sonora do caos, saxofone, trompete, piano, trombone e além.
Quase sempre é a batida que me leva ao firmamento e faz o raciocínio transpirar e quebrar. É o ritmo e poesia, em inglês rythm and poetry, ou rap, que treina a rapidez da articulação de palavras, mexe o cerebelo e ainda por cima fala um pouquinho de filosofia e sociedade. E é um dos elementos da cultura Hip-Hop, que confidencio: não vai mudar o mundo inteiro, mas muda a forma como vemos o mundo. Ferramenta, não salvação. Hip-Hop não é Jesus Cristo, nem Buda, nem Abraão, nem faz milagres, mas acredito nele piamente.
Às vezes também o dia é ensolarado, ou nem isso, mas entro nas ondas do ska, do rocksteady e do reggae. Se o blues me leva ao firmamento, se o jazz me faz olhar para os lados e se o rap força-me a olhar para a frente, são as batidas de natalidade jamaicana que me fazem ver além, como uma quarta dimensão. Principalmente na música da Lança Flamejante, ou Burning Spear, ou outros homens e mulheres que resistem no Terceiro Mundo.
Quando o dia tá mais pra ginga, um balancinho, uma fala por vezes maliciosa e um amor (in) compreendido, o dia tá pra samba. E o samba é engraçado por que é, ao mesmo tempo, um ensinamento que vem de cima e vem debaixo também. De cima do morro e debaixo dessa porra de sociedade, mas pra mim tá valendo, e nem faço questão de pensar nisso. O importante é que poesia não se joga fora, tando doente do pé ou não. Malandragem dá um tempo.
Ruas da Minha Infância - 19/02/2006
Ruas da minha infância que nunca tiveram infância
Já nasceram desvirginadas
Muito embora sejam tão herméticas!
Ruas da minha infância
viram milhares passando por vocês
Mas quem as rege, guarda, protege?
Droga, sou mais um anjo caído
Ruas da minha infância
imitando estreitas vielas d´Europa
No entanto tão simplórias
Fazem por merecer
Ruas da minha infância
que o Tempo se encarrega de enterrar
Não me julguem vingativo
Por que em vocês deixei de morar
Ruas da minha infância
guardem suas Marias, seus Joões
Num piscar de olhos não estão mais aí
Simpáticos olhares pelos portões
Ruas da minha infância
de sobradões acabados,
Nunca os esqueço
Nem dos velhões atrasados
Ruas da minha infância
batalhas campais da imaginação
Aeroportos de pipas e papagaios
Junho: base de chinesinhos!
Ruas da minha infância
cacos, farrapos, fiapos
Na insistência prendem-se à mim
Não faz mal: mais feliz sou assim.
terça-feira, 27 de maio de 2008
The Roots - The Tipping Point

THe RooTS - THE TIPPING POINT
Sky's the limit so you know I'm gonna rise and shine
I gotta do my thing, I'm kinda getting a little tired of all that's hidden
That's the reason I'm a speak my mind, keep from going insane
Now work with it, we in the last innin'
The world keeps spinnin', my peoples steady losin' while the rich keep winnin'
It's like we neva smilin' and the devil steady grinnin'
killin' what we representin'
Even our children and women, 2K4, livin' above and under the law
Young teen joins the marines, says he'll die for the core
Inducted up into the goverment's war as if the land of money and oil
Funny how ain't none of it yours
I can't sleep yo I'm paranoid, it's code orange
It's far from right, I guess that's why it feels so wrong
To see the world get stripped out of every resource
And people pray to Coca-Cola now instead of the gods
What's goin' on?
Keepin' your head above water, hustlin' to survive
Some people chasin' a dream, others just chasin' a high
Some people blind leading the blind, they chasin' a lie
Some people chokin' backs broken barely makin' it by
But still they workin' all they live, they pushin' for the light
Givin' everything they got to stitch them swishes on ya Nike's
Puttin' pockets on our jeans, mining diamonds for them rings
Rewarded with small change and bullets in the brains
And it makes me feel strange everything we take for granted
At times I feel stranded on this planet of mine
Now should I pull the hammer, clap it out, and laugh about it
Or stand up, be counted while I cast my ballot
When the undertaker's busy and the prison's is crowded
People livin' in fear because they vision is clouded
But the sky's the limit, I ain't cryin' you a river
Gotta move me a mountain, I'm a git up and shout it
When I dream it's hounds on my heels gainin' momentum
I'm tired, can't get uninspired or quit runnin'
I can feel they only inches behind, I escape, I survive
Some how I gotta decide how much I want it
Or is anybody listenin' without a pot to piss in
If I disappear I wonder if the world will know I'm missin'
Who my support system, it's not the court system
Gotta letter it said that you're not avoiding prison
People 'neath the microscope 'cause we defining the culture
They smile and insult you like you shinin' their loafers
Them old heads say we need a modern day Moses
When the leaders is posers we needing some soldiers
It's the X generation, The anger is a nature
Got the writing on the wall so clear that I can taste it
Like a kid sniffing glue somewhere trying to escape
Cause we vulnerable and naked
Gotta show 'em we can make it.
1 - Star Pointro
http://www.zshare.net/audio/12672356e3ea3fb5/
2 - I Don't Carehttp://www.zshare.net/audio/12672592c09eaa7e/
3 - Don't Say Nuthin'
http://www.zshare.net/audio/12673040a57bc69e/
4 - Guns Are Drawn
http://www.zshare.net/audio/12673801ac5c2018/
5 - Stay Cool
http://www.zshare.net/audio/12674150b6180f7b/
6 - The Mic
http://www.zshare.net/audio/1267474600d8ac32/
7 - Web
http://www.zshare.net/audio/12674892503cf86f/
8 - Boom!
http://www.zshare.net/audio/12675087d3765ab2/
9 - Somebody's Gotta Do It
http://www.zshare.net/audio/126754439fbaa417/
10 - Duck Down!
http://www.zshare.net/audio/12675589451ecb21/
11 - Why (What's Going On)
http://www.zshare.net/audio/1267574759791b5d/
Faiz a festa. Agora é só baixar.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Justin Bua
Bua é o artista nova-iorquino nascido no Brooklin e que retrata um pouco das vísceras daquela cidade, tomando questões que são nomeadas pelo próprio como "musicologia".
Achei muito bom. Aqui vai o sáite oficial do cara: www.justinbua.com/
Alguns trampos:

"1981" - Óleo s/ tela.

"Midnight Solo" - Óleo s/ tela.

"Dj by Bua" - Óleo s/ tela.

"Jazz Minor in Red" - Óleo s/ tela.

"Saxophone" - Óleo s/ tela.
Ah, sim! E eu entendi finalmente os princípios da Física e da Mecânica Quântica!
Ogunhê!
Achei muito bom. Aqui vai o sáite oficial do cara: www.justinbua.com/
Alguns trampos:
"1981" - Óleo s/ tela.

"Midnight Solo" - Óleo s/ tela.

"Dj by Bua" - Óleo s/ tela.

"Jazz Minor in Red" - Óleo s/ tela.

"Saxophone" - Óleo s/ tela.
Ah, sim! E eu entendi finalmente os princípios da Física e da Mecânica Quântica!
Ogunhê!
sexta-feira, 16 de maio de 2008
(re) visão
* Estou redescobrindo os sentimentos do coração, que achei que permaneceriam sepultados por um bom tempo; paguei com a língua, ótimo pra mim. Não daria para levar a vida do solteiro desregrado e carnal neste momento. Preciso de coisas mais sublimes;
* Mudei de casa. Depois de 6 anos e 6 meses voltei ao meu velho bairro, a Mooca (se bem que ali é Água Rasa). Tou numa casinha em cima da minha bisavó e nos fundos da casa da minha vó e meu tio. Apesar da loucura da mudança e de toda correria, tou feliz de voltar a um lugar onde ainda predominam as velhas relações de comunidade, coisa que talvez tenha me feito mais falta nesses 6 anos;
* Ainda assim, já me considero um cidadão sem lugar nenhum, coisa que aprendi a ser enquanto fiquei longe do lar; isso é bom, quando não há vínculos egoístas com um só lugar, vive-se em todos, apreendendo-se mais sem o velho filtro do bairrismo;
* Nunca deixei de acreditar em Deus, apesar de todo o ateísmo da minha instrução marxista. Só que Ele de dois anos para cá mudou de face: era velho, um tanto rígido e barbudo e hoje é um negro guerreiro, vindo dos antigos reinos da mamãe África;
* Além do que eu já gosto, musicalmente falando, estou estudando a fundo os afoxés baianos e pernambucanos, os breakbeats (principalmente os Funky Breaks) e os dubs e nyabinghis jamaicanos. Vejamos o que adquiri somente na última semana: Groundation (reggae roots), Asian Dub Foundation (Community e também Enemy of the Enemy, indefinível), The Roots (rap underground, exploraram muito os ritmos oldschool), Breakestra (funky break, o bagulho é BOM), Filó Machado (Jazz de Senzala), Del The Funky Homosapien (rap longe do mainstream), Parteum e Mzuri Sana (Bairros, Cidades, Estrelas, Constelações - os rappers mais filósofos que eu conheço), Berimbrown (ritmos brasileiros junto à pegada funk oldschool), New Mastersounds (102 % Funk - uma levada impressionante de percussão), toda a discografia do Kool and The Gang, Oxum Pandá (afoxé de Olinda em homenagem à orixá homônima), Cordel do Fogo Encantado (é sempre bom), Cabruêra (na mesma pegada "raízes nordestinas" do Cordel), Zion Train (raggamuffin-dub muito bom), Paulinho da Viola (Memórias Chorando, somente chorinhos do Paulinho), Xis (acho que todos devem conhecer - embora não seja só manos nem minas, pô e pá!), além de Gilberto Gil (Cidade do Salvador, de 73, e Parabaolicamará, de 92), Jorge Ben e mais Paulinho da Viola. De som não tô fraco não - e é óbvio - quem quiser é só pedir.
Por enquanto é isso que o tempo me permitiu escrever. Mas a fase é intensa, é agarrar ou largar, as chances são boas, a reestruturação inevitável, o amor é são e as flores perfumadas, e aquele velho Deus olhando nóis lá de cima com o Big Brother Pay per View 24 horas.
Ogunhê!
* Mudei de casa. Depois de 6 anos e 6 meses voltei ao meu velho bairro, a Mooca (se bem que ali é Água Rasa). Tou numa casinha em cima da minha bisavó e nos fundos da casa da minha vó e meu tio. Apesar da loucura da mudança e de toda correria, tou feliz de voltar a um lugar onde ainda predominam as velhas relações de comunidade, coisa que talvez tenha me feito mais falta nesses 6 anos;
* Ainda assim, já me considero um cidadão sem lugar nenhum, coisa que aprendi a ser enquanto fiquei longe do lar; isso é bom, quando não há vínculos egoístas com um só lugar, vive-se em todos, apreendendo-se mais sem o velho filtro do bairrismo;
* Nunca deixei de acreditar em Deus, apesar de todo o ateísmo da minha instrução marxista. Só que Ele de dois anos para cá mudou de face: era velho, um tanto rígido e barbudo e hoje é um negro guerreiro, vindo dos antigos reinos da mamãe África;
* Além do que eu já gosto, musicalmente falando, estou estudando a fundo os afoxés baianos e pernambucanos, os breakbeats (principalmente os Funky Breaks) e os dubs e nyabinghis jamaicanos. Vejamos o que adquiri somente na última semana: Groundation (reggae roots), Asian Dub Foundation (Community e também Enemy of the Enemy, indefinível), The Roots (rap underground, exploraram muito os ritmos oldschool), Breakestra (funky break, o bagulho é BOM), Filó Machado (Jazz de Senzala), Del The Funky Homosapien (rap longe do mainstream), Parteum e Mzuri Sana (Bairros, Cidades, Estrelas, Constelações - os rappers mais filósofos que eu conheço), Berimbrown (ritmos brasileiros junto à pegada funk oldschool), New Mastersounds (102 % Funk - uma levada impressionante de percussão), toda a discografia do Kool and The Gang, Oxum Pandá (afoxé de Olinda em homenagem à orixá homônima), Cordel do Fogo Encantado (é sempre bom), Cabruêra (na mesma pegada "raízes nordestinas" do Cordel), Zion Train (raggamuffin-dub muito bom), Paulinho da Viola (Memórias Chorando, somente chorinhos do Paulinho), Xis (acho que todos devem conhecer - embora não seja só manos nem minas, pô e pá!), além de Gilberto Gil (Cidade do Salvador, de 73, e Parabaolicamará, de 92), Jorge Ben e mais Paulinho da Viola. De som não tô fraco não - e é óbvio - quem quiser é só pedir.
Por enquanto é isso que o tempo me permitiu escrever. Mas a fase é intensa, é agarrar ou largar, as chances são boas, a reestruturação inevitável, o amor é são e as flores perfumadas, e aquele velho Deus olhando nóis lá de cima com o Big Brother Pay per View 24 horas.
Ogunhê!
terça-feira, 13 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008

E o índio, adstrito à étnica escória, tendo o horror no rosto impresso, recebeu o achincalhe do progresso,
anulando-o da crítica da história!
De repente, acordando da desgraça,
viu toda a podridão de sua raça na tumba de Iracema!...
Ah! Tudo, como um lúgubre ciclone, exercia sobre ele ação funesta.
Desde o desbravamento da floresta
à ultrajante invenção do telefone!
Augusto dos Anjos
terça-feira, 22 de abril de 2008
Renovar é (sempre) preciso
Homem é homem porque renova
Fosse o contrário, era bicho,
Mordendo a velha isca do mesmo velho pescador
Sou homem, sou homem, porque renovei
Criarei novas estórias e histórias
De lealdade me farei
Não faço idéia do porquê meu nome ser tão especial
Mas o dono dele sou eu
E, quem sabe, por você viverei.
Fosse o contrário, era bicho,
Mordendo a velha isca do mesmo velho pescador
Sou homem, sou homem, porque renovei
Criarei novas estórias e histórias
De lealdade me farei
Não faço idéia do porquê meu nome ser tão especial
Mas o dono dele sou eu
E, quem sabe, por você viverei.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Samba para a Diomaíoch
Ingratidão tem a mesma sensaçãoAqui, acolá, n'outro lado do mundão
Mudam só as palavras
Mas e aí, seu moço?
Onde fica o coração?
É tanto formalismo,
É tanta desconsideração,
Considere então, seu moço
Que o lado frio do mundo
Deixa o coração é mais insosso
Mas, com pesar há de dizer
Que sepulto tua ingratidão
Não tem distância, não tem retrato,
Não tem mais nada
Morreu o teu sorriso ingrato!
Seu moço, que sorriso ingrato
Considero um desacato
Ao meu coração
Seu moço, que sorriso ingrato
Considero um desacato
Ao meu coração.
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